Até à dois meses atrás mal poderia eu imaginar que estaria de volta às Maldivas para mais uma surf trip.
Estou a bordo de um confortável A330 da Qatar Airways que por sinal vem praticamente vazio, será um sinal da crise ? provavelmente, mas o tratamento continua a marcar pela simpatia, conforto e qualidade.
Desde o pormenor da toalhinha quente e húmida até ao almoço (Chili Salsa e Indonesian style chiken, que estava absolutamente fantástico) tudo é pensado para proporcionar aos passageiros uma experiência agradável com o máximo de conforto.
Todos os lugares têm um sistema de entretenimento composto por um comando e um ecrã de 10”, onde podemos jogar, ver filmes, notícias, informação sobre o voo, diria que só falta mesmo o acesso à Internet.
Isto faz-me reflectir na cultura “customer-driven” desta empresa, do modo como isso se reflecte na cara dos funcionários, no trato, no avião e até na comida.
Eles importam-se realmente com o cliente, não é marketing e isso sente-se.
Por oposição temos empresas “finantially-driven”, para as quais os objectivos financeiros estão acima de tudo. Não acredito que este tipo de empresas sem “meaning” sobreviva a longo prazo na economia actual por duas razões:
- concorrência de empresas com “meaning”
- capacidade crescente de comunicação da sociedade promove uma selecção natural.
Como Guy Kawasaki diria: falta-lhes meaning, e como disse Henry Ford “a business that makes nothing but money is a poor kind of business”.
No mundo o sucesso longo prazo é consequência da cultura “customer-driven”.

